Quem sou eu

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Olá, meu nome é Belissa e sou professora da turma 1º Ano B e Nível II B na Escola Municipal Cidade do Rio Grande - CAIC/FURG. Como forma de um portfólio virtual irei postar periodicamente as vivências, relatos, desabafos, angústias e principalmente as construções das crianças. Deixarei aqui as minhas marcas do fazer pedagógico, as das crianças e o que estas juntas são capazes de construir!

domingo, 16 de setembro de 2012

AGOSTO É O MÊS DA FAMÍLIA !
DIA 18 DE AGOSTO FOI O DIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA! ENTÃO, PARA ESPERAR ESTE DIA CONVERSAMOS SOBRE O TEMA FAMÍLIA. AS DIFERENTES FAMÍLIAS, QUEM SÃO AS PESSOAS QUE FAZEM PARTE DA NOSSA FAMÍLIA, PORQUE A FAMÍLIA É IMPORTANTE.
PARA MEDIAR TAIS DISCUSSÕES FORAM APRESENTADAS ALGUMAS HISTÓRIAS PARA AS CRIANÇAS. " CHEIO DE AMOR" DE NANA TOLEDO E "AS FAMÍLIAS DO MUNDINHO" DE INGRID BIESEMEYER BELLINGHAUSEN.



CONSTRUÍMOS TAMBÉM LINDOS PRESENTES PARA NOSSAS FAMÍLIAS! 
ENFEITES DE GELADEIRA:  NOSSA FAMÍLIA E O NOSSO MUNDINHO!












PARA O DIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA FOI ORGANIZADO PELAS PROFESSORAS DAS TURMAS DO NÍVEL II DA EDUCAÇÃO INFANTIL, 1º ANO E A TURMA 2º ANO C UMA OFICINA DE CONSTRUÇÃO DE HISTÓRIAS. O OBJETIVO DESTA OFICINA FOI INCENTIVAR AS FAMÍLIAS PARA CONTAREM, CRIAREM, IMAGINAREM HISTÓRIAS COM SUAS CRIANÇAS, PARTICIPANDO DO PROCESSO CRIATIVO DE SEUS FILHOS, ESTIMULANDO ASSIM O GOSTO PELA LEITURA, PELA ESCRITA .
 A OFICINA TEVE COMO RECURSOS MATERIAIS UM BAÚ CHEIO DE OBJETOS. ESTE BAÚ FOI PASSANDO PELAS MÃOS DE CADA PESSOA QUE FORMAVA A RODA, AO PEGAR UM OBJETO A PESSOA DEVERIA CRIAR UMA HISTÓRIA COM AQUELE OBJETO E LOGO PASSAR O BAÚ  ADIANTE. A SEGUNDA PESSOA A PEGAR OUTRO OBJETO DEVERIA DAR CONTINUIDADE A HISTÓRIA, INSERINDO O NOVO OBJETO E ASSIM POR DIANTE, ATÉ O FINAL DA RODA. 
CONFIRA COMO FICOU A HISTÓRIA CONSTRUÍDA POR NOSSAS FAMÍLIAS!!!

A HISTÓRIA DA BORBOLETA E A ONÇA 
(título escolhido na sala de aula pelas crianças)

ERA UMA VEZ UMA BORBOLETA QUE VEIO DO CÉU.
A ONÇA ESTAVA BRINCANDO NA FLORESTA E TENTOU PEGAR A BORBOLETA.
A BONEQUINHA SALVOU A BORBOLETA. ENTÃO, A BORBOLETA OFERECEU SEU CORAÇÃO PARA A BONEQUINHA. ELAS FICARAM AMIGAS E BRINCARAM COM O DADINHO.
APARECEU UM ÍNDIO E TODOS DANÇARAM E TOCARAM CHOCALHO.
CHEGOU UM ANJINHO DO CÉU E BRINCOU COM O COELHO. O CACHORRO FOI ATRÁS DO COELHO E TODOS PEGARAM O LIVRO PARA CONTAR A HISTÓRIA “A VAQUINHA NA FAZENDA”.
UM PASSARINHO ACHOU UMA ROSA. AS AMIGAS OBSERVARAM O BEIJA-FLOR NA ROSA, SE DEPARARAM COM O BILBOQUÊ NO CHÃO E TODOS BRINCARAM.
APARECEU UM SAPO E TODAS AS CRIANÇAS FORAM VER. O SAPO ESTAVA EM CIMA DA PEDRA PULANDO NA LAGOA.
A BONEQUINHA VIU O SAPO E FOI BRINCAR TAMBÉM.
TODAS AS CRIANÇAS VOLTARAM PARA CASA E VIRAM O TOPO-GIGIO.
A MENINA SAIU CORRENDO E O TÊNIS CAIU.
PARA GUARDAR AQUELE DIA NA LEMBRANÇA A MENINA TIROU UMA FOTO COM TODOS OS ANIMAIS.

 

NA SALA DE AULA, COM AS CRIANÇAS, LEU-SE A HISTÓRIA  FEITA PELAS FAMÍLIAS. LISTAMOS OS NOMES DOS OBJETOS QUE ELAS ACHAVAM QUE ESTAVAM NO BAÚ. APÓS, ALGUMAS ATIVIDADES FORAM SENDO FEITAS, EXPLORANDO OS NOMES DOS OBJETOS, AS IMAGENS...

ALGUMAS ATIVIDADES A PARTIR DA HISTÓRIA DAS FAMÍLIAS:




ESTA ATIVIDADE TEVE UMA GRANDE ACEITAÇÃO PELA TURMA, POIS SENTIAM-SE APROPRIADOS PELO TEMA, PELA HISTÓRIA. AFINAL, ALGUMAS DAS CRIANÇAS AJUDARAM SUAS FAMÍLIAS NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA.



Arraiá do 1º Ano!! Tava bam sô!!

As comemorações juninas foram exploradas com bastante entusiasmo pelo grupo do 1º ano! 
As culturas, os valores, a origem e as tradições foram apresentadas e discutidas de maneira lúdica. Após a exploração do tema junino com atividades de leitura e escrita, o encerramento das festividades juninas aconteceu com um belo arraial! Com direito a quadrilha, corrida do saco e várias as guloseimas típicas! 










quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Nosso presente para o CAIC! 18 anos! PARABÉNS

No dia 18 de maio nossa escola estava de aniversário. Durante toda a semana tivemos rodas de conversa, atividades, construções e produções envolvendo a escola.
Para mediar e iniciar tais discussões foi apresentado para as crianças o texto "Escola é..." de Paulo Freire. A partir dele conversamos e saímos pela escola para ver quem faz esta escola. Então, foram feitas fotos de alguns lugares importantes, indicados pelas crianças, fotos com algumas pessoas que para elas fazem o CAIC. Com todo este material foi proposto a construção de um vídeo e também de uma história sobre esta escola chamada Cidade do Rio Grande, mais conhecida como CAIC. 
Portanto, as fotos, a história e o texto de Paulo Freire são apresentados  no vídeo-presente. 
Esperamos que gostem!


terça-feira, 5 de junho de 2012

Eu !

O Nome da GentePedro Bandeira

Eu não gosto
do meu nome
não fui eu
quem escolheu.
Eu não sei
porque se metem
com um nome
que é só meu!

O NENÊ
que vai nascer
vai chamar
como o padrinho

vai chamar                                             
como o vovô
mas ninguém
vai perguntar

o que pensa o coitadinho


Foi meu pai quem decidiu
que o meu nome fosse aquele

Isso só seria justo
se eu escolhesse
o nome dele.

Quando eu tiver um filho,
Não vou pôr nome nenhum.
Quando ele for bem grande,
ele que escolha um !





Na roda de conversa, discutimos acerca do nome e a importância do nome próprio. Foram feitas indagações como: 
Quem gosta de seu nome?
Quem escolheu ?
Porque é este seu nome? 
Ele tem uma história, você conhece?


Após foi entregue a atividade a seguir para a turma:





 Outras atividades : 

BINGO dos nomes; chamada com identificação dos nomes e colocação destes no alfabetário; destacar vogais; palavras nos textos, poesias , músicas trabalhadas; o nome dos amigos da turma, nome da professora, lista com o nome dos amigos da turma  ...


Desenho e escrita do nome de coisas exploradas na música "Gente tem sobrenome" - Toquinho



Pintar o seu nome, de um colega e da professora

                                                            Alfabetário com os nomes

Escrita nomes dos amigos

Eu e minha história!

Para além da aprendizagem da escrita do nome, estão sendo exploradas questões de identidade, diferenças físicas, gostos, sobrenome, o por quê de ter este nome, tendo a participação da família para contar um pouco desta história. 
Então, vem sendo organizado um "álbum" com a história de cada criança. Neste são anexados alguns trabalhos construídos pelas crianças referentes a sua vida, seus dados de identificação. 
Nome e auto retrato 

A história do nome


Música Gente tem sobrenome - Toquinho
Atividade: pintar as vogais, encontrar algumas palavras.


Nome + sobrenome



OBS: Os álbuns estão em construção.




Por que? Por que? Por que?



Através da história Marcelo, marmelo, martelo questionou-se, assim como o garoto, o por quê do nome das coisas.  Após foi feito um "Ditado" com alguns nomes que foram citados por Marcelo.









domingo, 3 de junho de 2012

O Lápis da Fada!


Rafael, menino recém-alfabetizado, encontra um toco de lápis que uma fada deixou cair num jardim.  Um dia, distraído, o menino escreve com ele a palavra bola e vê surgir uma linda bola transparente. Mais tarde, escreve violino e logo aparece um, em um galho de árvore. O menino, então, descobre que o lápis é mágico e começa a escrever: amigo , Pajé , cavalo , e todos os seres e objetos vão aparecendo. 
Quando o segredo é descoberto, começam os pedidos, e Rafael procura atender a todos. O lápis vai se gastando em meio a  descobertas e divertimentos, mas ainda há tempo para uma aventura final: uma viagem à Lua, a bordo de um foguete, antes de um desfecho poético. História encantadora, suave e instrutiva sobre o poder criador da palavra e da imaginação. 

Com esta história foi possível explorar a imaginação das crianças, buscando no lúdico  uma maneira prazerosa para despertar o interesse das crianças pela escrita. Além disso, o enredo da história possibilitou a discussão sobre valores como, a amizade, a solidariedade. 
A fim de propôr uma reflexão sobre nossos desejos, sonhos, ultrapassando os desejos materiais, lancei para a turma a pergunta: O QUE VOCÊ PEDIRIA PARA O LÁPIS DA FADA?
Após conversarmos na roda, foi construído um cartaz, no qual cada criança ia falando seus desejos e estes iam sendo escritos por mim.


O Lápis Mágico: Nossos desejos

FOGUETE PARA ANDAR NAS NUVENS  E COMIDA PARA TODOS OS CACHORROS E CAVALOS. (DIEGO)

DINHEIRO PARA MINHA MÃE, PARA ELA PODER SER FELIZ. UM LÁPIS, PARA TENTAR APRENDER A ESCREVER E FAZER MÁGICA. (EDUARDA)

COMIDA PARA MINHA FAMÍLIA. (JACKSON)

FELICIDADE PARA O MUNDINHO, ASSIM ELE VAI FICAR FELIZ. COMIDA PARA TODO O BRASIL. (THIAGO)

UM LÁPIS PARA APRENDER A ESCREVER. (JÚLIA)

UM LÁPIS PARA APRENDER A ESCREVER. (IASMIN)

UM LÁPIS PARA APRENDER A ESCREVER. (TIFFANY)

UM PÁTIO  CHEIO DE FLORES NA ESCOLA. (JULIANA)

UMA FAMÍLIA, COMIDA PARA TODO O MUNDINHO. (MARCOS)

ROSAS NO MEU PÁTIO. (ÉRICA)


Alguns dias depois, encontramos na sala de aula uma caixa, nesta havia uma carta, um poema e um CD. Quem será que deixou?
Descobrimos ao ler a carta que quem nos deixou a caixa foi a Fada. Ela conta que criou um ABC com seu lápis mágico e ele foi construído com as palavras bonitas que todas as crianças do mundo escreveram, desejando coisas boas para a vida.


Após, a leitura da carta, do poema e escutar a música do ABC do amor foram realizadas algumas atividades com as palavras da Fada. Cada criança recebeu um cartão com a escrita de uma palavra do ABC do amor e em um cartaz com o ABC, fixado no mural, as crianças destacaram a palavra que receberam no cartão. 

    ABC do Amor

A letra A alegria e amizade 

A letra B brincadeira e bondade 

A letra C carinhosa e caridade

A letra D desejar dignidade
A letra E emoção e eternidade
A letra F feita de felicidade
A letra G grande é a generosidade
A letra H harmonia e humildade 
A letra I implantar a igualdade
A letra J junto 
A Letra L liberdade 
A letra M com mais musicalidade
A letra O olha a originalidade  
A letra N nossa grande novidade
A letra P prá ter personalidade
A letra Q nós queremos qualidade
A letra R na rua, no rio da realidade 
 A letra S sempre com serenidade
A letra T tendo a vida tão florida
A letra U união prá toda vida 
A letra V viva a vida de verdade
 A letra X xô prá lá tristeza e do
 A letra Z zelamento de amor




Em busca do brilho das Fadas


Sabendo que as fadas adoram estar entre o colorido e o aroma das flores,  a turma foi até o jardim da escola em busca de "pistas" deixadas pelas fadas. Estava uma manhã ensolarada, então já era certo de que as fadas não estariam por lá. Mas, para a surpresa de todos no primeiro vaso com uma grande e vistosa planta Jackson avista algo e logo fala ansioso: Olha, olha! Achei alguma coisa!!! 
Chegou perto. Era brilhante e parecia mágico.




                                                              Era um lápis mágico!!!



                                       As outras crianças saíram a procura de mais e...



                                              ... havia um lápis para cada criança!!!





                 Olhá só, as crianças super felizes e contentes com seus lápis mágicos!!!
                 E agora, será que todos os desejos vão se realizar?
                 O de ganhar um lápis mágico para aprender a escrever já foi realizado!!
                 Parabéns crianças!!
                 Agora é só curtir e deixar que a magia das letras encante vocês!!

                 


       Desejos para o mundinho, para o CAIC, para a vida...




As crianças fizeram desejos para pedir ao lápis mágico. Os desejos deveriam ser sentimentos bons, boas atitudes, coisas boas para o mundinho.
Para ajudá-las foi entregue para cada criança uma palavra do ABC do Amor e a mesma dividida em sílabas. As crianças deveriam montá-las, ler com ajuda da prof. e apresentar a palavra para a turma.
Após, construíram desenhos para representar os desejos e estes foram expostos na sala de aula, unidos como uma rede de sentimentos.








Os desejos, sonhos, realizações, sentimentos, boas atitudes e a magia do lápis mágico da Fada estão acompanhando a turma neste mágico processo de desenvolvimento das crianças, no encantamento da aquisição da escrita e da leitura!

sábado, 2 de junho de 2012

Conversas sobre Vida e Cidadania

                                Turma 1º Ano B - Prof. Belissa






              Vida e Cidadania, esta é a temática do CAIC para 2012.

             Desta forma, levei para a turma do 1ºAno B discussões que articulassem tal proposta com os interesses e necessidades do grupo. Foi então que nas nossas primeiras rodas de conversa o tema surgiu. As crianças já estavam apropriadas do assunto, pois com participação das famílias construíram alguns materiais que foram apresentados aos amigos na roda. As produções exibiram diferentes linguagens: desenhos, música, imagens, escritas, pesquisas de dicionário e internet.

         A primeira semana de aula foi de acolhida com muitas conversas para conhecer os amigos e a professora. A exploração da sala de aula, seus espaços, brinquedos e materiais também tiveram destaque, da mesma maneira com a escola e seus sujeitos, com andanças pelos diferentes espaços do CAIC. Entrelaçados nestes momentos, fomos conversando sobre alguns combinados para buscar uma boa e saudável relação enquanto grupo. 


           




Os combinados foram sendo articulados com as compreensões das crianças acerca do que é VIDA e CIDADANIA,  com uma linguagem significativa foram guiados por quatro eixos pré-estabelecidos a partir do tema gerador:  Conversando que a gente se entende; Ah,ah, uh, uh!!! O CAIC é nosso! Vamos cuidar bem dele; Todos temos o direito de aprender; Tudo o que aprendemos precisamos compartilhar. 

              A fim de discutir tais eixos, elaborei uma dinâmica divertida. A atividade contou com balões, música e a disposição das crianças. Os balões foram enchidos e tinham dentro as letras da palavra vida, separadamente. Com uma música bem agitada  as crianças dançaram e brincaram com os balões. Ao parar a música cada uma pegou um balão e estourou, ficando com uma letra .     
            Após,  se organizaram para construir a palavra VIDA. Desta forma, formou-se quatro grupos composto por quatro crianças, cada um recebeu um eixo para discutir nos pequenos grupos, representá-lo através de desenhos e escritas expontâneas e após apresentar para a turma.
    Então, os combinados foram se configurando como um lema para turma, onde VIDA para elas significa: dançar, cantar, ajudar, amor com paixão, fazer amigos, bichos, natureza, pular, abraçar, ajudar a professora, ajudar a família, cuidar do planeta, salvar as pessoas, não brigar, sorrir, chorar, ser amigo dos animais, ler e escrever, diversão, respeito, ler histórias, cores, flores.
         Ainda nesta discussão, levei o livro "O Mundinho de Boas Atitudes", da autora Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, o qual nos auxiliou ainda mais nas reflexões acerca dos combinados, indo além das relações na sala de aula e na escola, buscando boas atitudes nas relações com a natureza e todos seus elementos. Foram então organizadas e listadas as boas atitudes dos amigos do mundinho. 


          Na história, a autora apresenta tais atitudes como uma carta. Então, argumentei com o grupo se o mundinho e as pessoas viverão  felizes se somente a nossa turma tivesse tal carta, foi então que a Nicolly disse: Vamos  fazer cartas e colocar embaixo das portas. A gente bate e sai correndo.
           
          A ideia dela foi aceita por todos com empolgação, havendo várias outras sugestões. E assim foi feito. Só que antes lancei outra argumentação: Como vamos distribuir cartas das boas atitudes se ainda não temos uma para nós, e então foi construído um cartaz com recortes de imagens que significassem as boas atitudes que vinham sido discutidas. 



Agora sim. Cartas construídas, envelopes feitos e destinatários escolhidos, saímos pela escola para entregá-las. 
Quem recebeu foram  as turmas 1º ano A e 1º ano C, Maternal I, Professora Lu, os guardas, a nossa coordenadora pedagógica Tânia Clarindo, a nossa diretora Débora, nosso administrador Saul, as tias da limpeza, as merendeiras.


Combinados construídos e as boas atitudes do mundinho distribuídas pela escola, pronto, missão cumprida? Não, este é um processo contínuo, que circula nossas conversas na roda, nos fazeres pedagógicos, nas relações sociais das crianças em seus pares e com os adultos da escola.
         No livro "O Mundinho de Boas Atitudes" são apresentadas boas maneiras para as pessoas conviverem em paz, com respeito mútuo, ajudando umas às outras. Para tornarem o mundinho mais feliz. Ao final, a autora convida os leitores para registrarem em um coração o que fazem para tornar a VIDA mais feliz.




 Partindo disto, entreguei a cada criança um coração para que registrassem seus sentimentos e desejos para garantir uma VIDA feliz e deixar o mundinho sempre alegre.







           Esta atividade permeou nosso cotidiano durante todo o trimestre e acredito que irá nos acompanhar por muito tempo. Entre acertos e desacertos as crianças tiveram inúmeros conflitos em seus pares. O grupo passou por momentos de brigas,  com atitudes, falas e olhares agressivos. Estas situações me inquietavam, pois vinhamos construindo um grupo  fortalecido por sentimentos como o da  amizade. 
          Então, percebendo que o grupo vinha perdendo alguns valores como respeito, amizade, cumplicidade busquei junto com as crianças refletir sobre suas atitudes. Retornei ao nosso cartaz das boas atitudes do mundinho e devolvi a elas os corações que haviam construído enchendo-os de sentimentos bons. Na roda de conversa, coloquei no centro o cartaz e, pedi que observassem todas as imagens que eles haviam escolhido para representar as coisas boas para o mundo e, pedi que refletissem sobre seus corações, se estavam cheios ou vazios  frente as relações e os  comportamentos. Convidei-os  para encher seus corações novamente de sentimentos e boas maneiras. Através de novos desenhos e escritas de algumas palavras que já vinhamos estudando, as crianças encheram seus corações e estes foram unidos, um ao outro e pendurados na sala de aula.
     Um dia após ao outro, os conflitos foram sendo minimizados e  as crianças foram solucionando seus problemas através da conversa. Ainda existem alguns conflitos e discussões, mas é necessário compreender que isto faz parte das relações, da socialização, do crescimento e amadurecimento das crianças em seus pares. O grande desafio é transformar nas crianças as maneiras de como lidar com tais situações, mostrando que existem outras formas de resolverem problemas e conflitos, sem ser através de agressões verbais, físicas ou por constantes queixas e reclamações às professoras, esperado delas uma atitude brusca. 
      Por este caminho da sensibilização e da reflexão, através de conversas, venho buscando cotidianamente valorizar a amizade e o respeito no grupo. E é desta maneira que estabeleço minha relação professora-criança.